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COPA DO MUNDO FIFA 2014: BÉLGICA

A Bélgica pôs fim a uma ausência de 12 anos das Copas do Mundo FIFA em 2014, mas certamente não virá apenas para fazer número.
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Belgium coach Marc Wilmots

O técnico Marc Wilmots foi o autor do último gol do seu país em Mundiais quando deixou a sua marca decisiva no 3 a 2 sobre a Rússia, em Shizuoka, Japão, em 2002.

Wilmots, o maior artilheiro da história da Bélgica em Copas do Mundo, com cinco, não conseguiu achar o fundo das redes para evitar uma derrota por 2 a 0 para o Brasil na etapa seguinte de 2002, mas um lugar nas oitavas-de-final é o mínimo que se espera do talentoso elenco que terá à sua disposição mais de uma década depois.

A Bélgica liderou o Grupo A nas eliminatórias e terminou com nove pontos de vantagem. O selo de qualidade veio ao superarem os rivais mais próximos, Croácia, por 2 a 1 em Zagreb, em outubro, graças a dois gols de Romelu Lukaku ainda no primeiro tempo na penúltima partida de uma campanha invicta.

Não era uma situação que poderia ter sido necessariamente antecipada quando, depois de gols dos zagueiros Vincent Kompany e Jan Vertonghen despacharem o País de Gales por 2 a 0 em Cardiff na partida de estreia, a Croácia saiu na frente em Bruxelas com gol de Ivan Perisic.

O lateral-direito Guillaume Gillet deu mais uma demonstração da capacidade belga de encontrar o gol de qualquer área do campo com um voleio belíssimo de longa distância para empatar no primeiro tempo. Durante um segundo tempo de dominação ampla dos donos da casa, a Bélgica acabou frustrada pela boa atuação do goleiro Stipe Pletikosa.

Apesar disso, os homens de Wilmots não deixaram mais nenhum ponto pelo caminho até o jogo final do grupo, quando Aaron Ramsey marcou a dois minutos do fim para dar o empate e cancelar a vantagem obtida por Kevin De Bruyne: 1 a 1.

Na sequência de sete vitórias consecutivas que se seguiram ao empate com a Croácia, o goleiro Thibaut Courtois, emprestado ao Atlético de Madrid pelo Chelsea, só foi vencido duas vezes de trás de uma defesa firme que deu início a uma sequência de quatro partidas seguidas sem sofrer gols.

Os primeiros dois jogos destes sete magníficos viram a Bélgica estabelecer uma vantagem decisiva no grupo para não perder mais.

Os belgas foram forçados a enfrentar uma tempestade considerável no primeiro tempo contra a Sérvia, em Belgrado, quando o ala Zoran Tosic acertou a trave logo nos primeiro minutos antes de Christian Benteke virar o jogo e abrir o placar.

De Bruyne e o atacante do Everton, Kevin Mirallas, marcaram a partir de contra-ataques depois do intervalo para assegurar a confortável vitória por 3 a 0.

Paciência foi a chave para enfrentar a Escócia, que saiu ilesa do primeiro tempo em Bruxelas, mas Benteke conseguiu romper o lacre britânico antes do capitão Kompany acrescentar mais um.

A Escócia sofreu derrota pelo mesmo placar em Glasgow, depois da Bélgica vencer a Macedônia e impedir a vingança sérvia com uma vitória por 2 a 1 em Junho - cabeçadas de De Bruyne e Marouane Fellaini tiraram o brilho de uma cobrança de falta de manual de Aleksandar Kolarov.

Com uma jornada tão perfeita para a Copa, este membro fundador da FIFA, figurinha carimbada nos Mundiais de 1982 a 2002, é esperado de volta no topo da disputa, e com estilo.

Em 1986, a Bélgica alcançou sua melhor marca em Copas do Mundo, chegando em quarto lugar no México depois de perder nas semifinais para a eventual campeã, Argentina.

Grandes nomes como Eric Gerets, Jean-Marie Pfaff e Ja Ceulemans estiveram naquela equipe. Dada a gama de talento que Wilmots tem para montar seu time, com nomes como Courtois, Kompany, Fellaini, Benteke, Lukaku e Eden Hazard, eles talvez estejam prontos para seguir os mesmos passos.

COPA DO MUNDO FIFA DE 2014: NIGÉRIA

As Eliminatórias para chegar ao Brasil deram a chance para a safra atual da Nigéria sair da sombra dos heróis nacionais da década de 90.
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Nigeria forward Victor Moses

Era a época que Stephen Keshi, que estava mais familiarizado que a maioria, tendo viajado como jogador experiente, destoava  em  meio à uma equipe Nigeriana  jovem e vibrante, que fez a sua estreia no torneio em 1994, como atual campeã africana.

O ataque dinâmico formado por Daniel Amokachi e Rashidi Yekini - 31 anos sendo um dos mais velhos assim como Keshi -foi ajudado por um elenco de apoio com jogadores do nível de Finidi George, Sunday Oliseh , Jay- Jay Okocha e Emmanuel Amuneke .

A Nigéria se classificou na fase de grupos junto com a Argentina e, a que viria ser semifinalista, Bulgária. Nas oitavas, Amuneke fez o gol que por dois minutos poderia ter derrotado a finalista Itália e o irreprimível Roberto Baggio. A seleção que viria a ser vice campeã empatou e levou a disputa para a prorrogação, e com um gol de pênalti eliminou os africanos.

O núcleo daquele grupo voltou na França em 1998, muitos deles impulsionados pelo ouro olímpico em Atlanta conquistado dois anos antes, e a euforia ficou maior ainda com uma notável vitória por 3 a 2 sobre a Espanha na estreia da Copa. Mas a Nigéria acabou eliminada nas mesmas oitavas de final de quatro anos antes.

No século 21, as diferentes seleções da Nigéria, subsequentes àquelas que fizeram sucesso nos anos 90, não conseguiram ter um impacto tão grande, desclassificadas na fase de grupos de 2002 e 2010, sem uma vitória sequer. Enquanto em  2006 a equipe nem se classificou para a Alemanha.

Um paralelo fascinante entre hoje e 1994 é que esta é a primeira Copa do Mundo desde então que a Nigéria irá como campeã africana.

Naturalmente, a ansiedade já tomou conta do país, com o presidente Goodluck Jonathan dando uma declaração pública afirmando que a Nigéria é candidata a levantar a taça.

Espanha, Alemanha, Argentina e o anfitrião Brasil estão entre as equipes que poderiam rapidamente acabar com as ambições de Jonathan, mas uma melhoria significativa em relação às lamentáveis campanhas da última década está facilmente ao alcance de Keshi e sua equipe.

A equipe de 1994 foi a primeira com jogadores nigerianos nas grandes ligas da Europa. Mas hoje a presença de seus conterrâneos é tão grande quanto nos melhores momentos da história recente.

O goleiro do Lille, Vincent Enyeama , o zagueiro do Celtic Efe Ambrose , o meia John Obi Mikel  assim como a dupla de atacantes Victor Moses e Emmanuel Emenike  todos do Chelsea, fornecem uma espinha dorsal de base europeia. Mas Keshi esquiva-se das críticas por persistir com um número considerável de jogadores que atuam no campeonato nacional, inspirando uma forte lealdade com o seu grupo.

O treinador, que é o único Africano a se qualificar para a copa do mundo com dois países diferentes, já que se classificou à frente de Togo, mantém uma relação tempestuosa com a federação nigeriana . Estando enraizado em uma contínua disputa salarial os dirigentes viram o comandante se demitir e então rapidamente  voltar atrás após a conquista Copa Africana de Nações (CAF).

Em 2006, ele separou-se de Togo antes da disputa da Copa do Mundo e seria tolice descartar uma volta à competição. No campo, a forma da classificação direta da Nigéria faz as suas perspectivas de sucesso difíceis de avaliar.

Caiu em um grupo relativamente inofensivo na CAF na companhia de Malawi, Quênia e Namíbia, e serenamente acumulou três vitórias e outros tantos empates para progredir. Sem nunca demonstrar (nem  precisar) força máxima.

Nnamdi Oduamadi arrancou um empate aos 88 minutos para evitar o constrangimento de uma derrota em casa para o Quénia. Mas a Nigéria teve sua qualidade testada novamente contra a Etiópia, quando Behailu Assefa  aproveitou um erro do goleiro Enyeama na disputa final da vaga.

Porém Emenike decidiu o jogo de ida com um grande gol de empate e um pênalti convertido no último minuto. No jogo de volta, Moses abriu o placar de pênalti e um mergulho magnífico de Victor Obinna selou a classificação por 4 a 1 no placar agregado em Calabar.

COPA DO MUNDO FIFA DE 2014: GANA

Gana recebeu de volta alguns rostos familiares antes de reservar o seu lugar na Copa do Mundo, com uma vitória enfática no mata-mata.
Appiah
Ghana head coach James Kwesi Appiah

O meia-atacante do Schalke Kevin Prince Boateng se juntou ao atleta do Chelsea Michael Essien no exílio de jogadores internacionais durante a temporada 2011/12. Os jogadores se juntaram à dupla de irmãos Jordan e André Ayew no início de 2013, após Gana perder, de forma decepcionante, a Copa Africana de Nações.

Mas o fascínio por poder realizar outra campanha impressionante na Copa do Mundo trouxe os quatro homens de volta ao grupo, que chegaram a tempo de disputar a emocionante vitória sobre o Egito, nas eliminatórias africanas.

Gana se juntou à seleção de Camarões em 1990 e ao Senegal em 2002, tornando-se o terceiro país Africano que chegou até as quartas de final. Na Copa do Mundo da África do Sul em 2010 ficou a um pênalti de concretizar o melhor desempenho da história do continente africano.

O atacante uruguaio Luis Suarez foi expulso por defender com a mão, sobre a linha, um cabeceio de Dominic Adiyiah. Para tornar mais emocionante, isso ocorreu nos últimos momentos da prorrogação e o placar estava  1 a 1, mas a bola decisiva, cobrada pelo atacante de Gana, Asamoah Gyan, foi parar no travessão.

O mesmo jogador, exibindo imenso profissionalismo, cobrou e converteu na disputa de pênaltis, mas desta vez seus companheiros falharam e o resultado foi a derrota por 4 a 2.

O treinador James Kwesi Appiah e seus jogadores seriam testados várias vezes, apesar de um início contundente nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014.

Jordan Ayew ajudou a Gana a realizar uma tremenda goleada na primeira rodada das eliminatórias no Grupo D com um 7 a 0 na equipe de Lesoto.

Christopher Katongo da Zâmbia os trouxe de volta à realidade, marcando o único gol do jogo em Ndola. E o clima na seleção de Gana após o insucesso na Copa Africana de Nações não melhorou. O país foi eliminado na semifinal por Burkina Faso.

Outras nações africanas não são conhecidas pela paciência com os seus técnicos. Em 2013, Volker Finke se tornou o sétimo comandante de Camarões desde 2007. Enquanto isso, a disputa inflamada com a federação nigeriana levou Stephen Keshi a sair do comando técnico depois de vencer o Campeonato Africano das Nações, em fevereiro, mas rapidamente mudou de ideia.

Felizmente para Appiah, a federação de Gana optou por não entrar em pânico. De fato, ele manteve sua fé no mesmo grupo de jogadores e Gyan os botou de volta no caminho para um  4 a 0 diante do Sudão, retomando a campanha para a classificação.

O mergulho de cabeça de Majeed Waris e a pancada de longa distância de Kwadwo Asamoah foram suficientes para bater Zâmbia por 2 a 1 e chegar à final, graças a resultados paralelos. A má notícia para o Egito era que Gana estava apenas se aquecendo.

Já reforçada pelos retornos de Ayews e Boateng, a atuação dos atletas de Appiah fez jus ao retrospecto de 100% do Egito na fase de grupos. Gyan foi mais uma vez o catalisador, marcando duas vezes e o time de Bob Bradley foi goleado por 6 a 1 na primeira partida da disputa da vaga.

No ponto de vista Ganês, o elemento mais importante do jogo de volta foi o retorno de Boateng, que estava no banco e acabou marcando, em uma derrota acadêmica por 2 a 1.

A Copa no Brasil em 2014 pode ser o último grande torneio em que jogadores experientes, como Boateng, Essien e Sulley Muntari poderão combinar seus poderes na impressionante equipe de Gana. É improvável que eles queiram se despedir tranquilamente.

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